
A prisão preventiva não foi decretada até o momento no caso da universitária Isabelle Caracristi, encontrada morta no pátio de um prédio de luxo na Aldeota, em Fortaleza. A informação foi confirmada pelas advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana, que acompanham a família da jovem durante as investigações. O namorado da vítima é procurado e aguardado para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Segundo as advogadas, a apuração ainda está em andamento e novas pessoas devem prestar depoimento. Elas afirmaram que diversas diligências continuam sendo realizadas e que as informações ainda estão sendo analisadas e confirmadas antes de serem divulgadas.
“Por enquanto não, não existe a prisão preventiva até que realmente essa linha investigatória seja cumprida”, afirmou uma das representantes da família ao ser questionada pela imprensa.
As advogadas também informaram que a Delegacia da Mulher passou a acompanhar a investigação. De acordo com elas, o trabalho reúne diferentes delegacias especializadas e envolve uma força-tarefa para ouvir testemunhas e reunir informações sobre o caso.
Segundo as representantes da família, cinco delegados participaram das diligências e da coleta de depoimentos. A expectativa é que outras pessoas sejam ouvidas nos próximos dias.
“Estão chegando informações novas, tem novos depoimentos ainda para serem apresentados, para pessoas ainda serem ouvidas, as diligências ainda estão acontecendo nesse momento”, afirmou uma das advogadas.
A equipe jurídica explicou que, neste momento, muitas informações ainda não podem ser divulgadas porque precisam ser confirmadas e a exposição antecipada poderia prejudicar o andamento das investigações.
Durante o atendimento à imprensa, as advogadas também afirmaram que chegaram aos investigadores relatos sobre uma possível situação de violência envolvendo Isabelle.
Entre as informações apresentadas estão relatos sobre uma suposta violência psicológica. No entanto, as representantes da família fizeram questão de ressaltar que essa informação ainda está em fase de apuração e não pode ser apresentada como fato confirmado.
“A gente está também averiguando, porque muitos dos depoimentos se fala que existia um tipo de violência, seja ela violência psicológica, e é o que a gente tem que ter a certeza para que a gente possa noticiar que essa violência realmente aconteceu e existiu de fato”, declarou uma das advogadas.
A orientação é que eventuais testemunhas ou pessoas que tenham informações relevantes procurem os responsáveis pela investigação para apresentar os dados.