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Caso Isabelle Caracristi: polícia diz que rooftop de onde jovem caiu não tinha câmeras de segurança

Imagens do elevador e de câmeras do condomínio ajudaram a reconstruir os últimos momentos de Isabelle. O laudo pericial concluiu que não houve manipulação nas filmagens

24/09/2026 às 09h09
Por: Rita de Cássia Fonte: G1 Ceará
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Foto: Diário do Nordeste/Reprodução
Foto: Diário do Nordeste/Reprodução

A Polícia Civil informou que não havia câmeras de segurança instaladas no rooftop de onde Isabelle Caracristi caiu, em um prédio localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (23).

Apesar da ausência de câmeras de segurança no rooftop, imagens de outros pontos do prédio e de áreas próximas corroboram a conclusão da investigação sobre a queda, informou o delegado-geral Márcio Gutierrez.

A investigação aponta que a morte de Isabelle Caracristi foi motivada por precipitação voluntária (suicídio) do rooftop . O corpo teve múltiplas lesões com a queda, mas não apresentava sinais de violência. Porém, a polícia disse que outras possibilidades ainda não foram completamente descartadas e que o caso permanece em investigação.

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Mais de 700 vídeos são analisados pela Polícia Civil. O laudo pericial concluiu que não houve qualquer tipo de alteração ou manipulação nas filmagens.

Uma das câmeras do condomínio registrou a trajetória do corpo durante a queda. A partir das imagens, os peritos calcularam o tempo de queda, estimado em cerca de 3 segundos, e a velocidade. Os dados, segundo a perícia, corroboram a hipótese técnica de uma queda voluntária, com o corpo em posição vertical.

"Nunca teve câmera no rooftop. Nós temos câmeras que mostram o percurso da precipitação do corpo, inclusive, essa câmera foi importante para calcular essa dinâmica da precipitação", informou Júlio Torres, perito geral da Perícia Forense do Estado do Ceará.

As câmeras do elevador registraram Isabelle entrando e apertando o botão do 23º andar, onde fica o rooftop. Até o momento, a equipe de investigação não identificou o acesso de outras pessoas ao local. No entanto, foi constatado que não há câmeras de segurança nas escadas, que também dão acesso ao rooftop.

A perícia também identificou na parede próxima à porta do apartamento de João uma estrutura que indica que havia uma câmera instalada no local. No entanto, os peritos não conseguiram determinar quando o equipamento foi retirado. Também não foram localizadas imagens anteriores.

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