
Os atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico aumentaram 140% desde 2018, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde neste sábado (26). O período coincide com a expansão e regulamentação das apostas de quota fixa no Brasil.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os problemas associados ao jogo podem atingir não apenas quem aposta, mas também familiares. O ministro afirmou que cada pessoa que desenvolve perda de controle com as apostas pode afetar outras seis pessoas do círculo familiar.
Padilha também declarou que dois em cada três apostadores de bets já estariam em situação considerada de risco para a saúde. De acordo com ele, pessoas em situação de vulnerabilidade econômica apresentam risco três vezes maior de sofrimento mental relacionado ao problema.
O ministro citou ainda dados específicos sobre mulheres. Segundo as informações apresentadas por ele, 12% das mulheres que nunca apostaram seriam afetadas indiretamente pelo jogo, enquanto 65% das brasileiras que apostam não procurariam ajuda por vergonha.