
Setores da economia cearense estudam mudanças na organização do trabalho para se adaptar ao fim da escala 6x1. Entre as alternativas avaliadas estão a reorganização das escalas, novas contratações, investimentos em automação e possíveis alterações nos horários de funcionamento dos estabelecimentos.
No setor supermercadista, uma das possibilidades é adotar escalas de revezamento mais flexíveis, concentrando as folgas nos dias de menor movimento, principalmente entre segunda e quarta-feira. Também está em discussão a redução do funcionamento em horários de menor demanda, mantendo o atendimento nos períodos de maior movimento.
Segundo a Associação Cearense de Supermercados (Acesu), as adaptações devem variar conforme o porte dos estabelecimentos. Grandes redes possuem maior capacidade de investir em tecnologia, enquanto mercados menores enfrentam limitações financeiras e equipes mais reduzidas. A redução da jornada também pode aumentar a necessidade de contratações e os custos operacionais.
De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o impacto financeiro imediato na folha de pagamento do setor pode representar um aumento de 15% a 20% nos custos. As medidas ainda estão em avaliação, e empresas consultadas sobre o tema não apresentaram posicionamento definitivo.
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