
Uma mulher foi condenada a 16 anos de prisão pela morte de Stark de Sousa Costa, de 44 anos, ocorrida em março de 2024, em um apartamento na Praia do Futuro, em Fortaleza. Cibele da Silva Ferreira, brasileira com dupla cidadania que vive na Itália, participou do julgamento por videoconferência, realizado no Fórum Clóvis Beviláqua, na capital cearense. A defesa contesta a acusação e informou que aguardava o prazo para apresentar as alegações de apelação.
O caso ocorreu em 24 de março de 2024, quando Stark chegou ao imóvel acompanhado de Cibele. Segundo a investigação, ele morreu horas depois. O laudo pericial apontou asfixia mecânica por estrangulamento, e a mulher foi denunciada por homicídio duplamente qualificado.
A morte provocou uma longa disputa sobre o que aconteceu dentro do apartamento. Enquanto a acusação sustentou que Cibele agrediu e estrangulou Stark, a defesa argumentou que os ferimentos decorreram de quedas e de acidentes envolvendo vidros quebrados, sem participação criminosa da ré.
Durante o julgamento, Cibele negou ter cometido o crime. Ela afirmou que foi agredida pelo companheiro e que ele entrou em surto. A condenação a 16 anos de prisão representa o resultado do julgamento em primeira instância, mas a defesa pretende recorrer, conforme as informações apresentadas no material sobre o caso.
Stark morreu aos 44 anos em um apartamento localizado em um condomínio na Praia do Futuro, um dos bairros litorâneos de Fortaleza. De acordo com os relatos reunidos durante a investigação, ele chegou ao local com Cibele na tarde de 24 de março de 2024. A morte ocorreu entre 22h e 23h, segundo a reconstrução apresentada no processo.
A situação começou a ser percebida por pessoas que estavam no condomínio. Uma vizinha relatou ter ouvido pedidos de socorro atribuídos a Cibele e disse ter visto Stark ferido, se debatendo no chão. Um segurança acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas, quando a equipe chegou, o homem já estava morto.
O cenário encontrado no apartamento também chamou a atenção dos investigadores. Havia uma mesa virada e o tampo de vidro quebrado. Esses elementos passaram a integrar a apuração para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar a versão apresentada pela mulher.
Depois do ocorrido, Cibele entrou em contato com familiares de Stark e informou que ele estava passando mal, com dificuldades para respirar e sangramento. Os parentes foram ao local e se depararam com a morte do homem.
A família passou a buscar respostas sobre o que aconteceu no imóvel. O irmão de Stark, Eustáquio de Souza Costa, relatou que o pai foi ao apartamento e descreveu a situação como muito grave. A perda também marcou a mãe da vítima, Maria Júlia de Souza Costa, que, em depoimento, recordou a relação afetiva com o filho.
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