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Quatro ministros do STF já votaram no plenário virtual contra recurso de Lula

Quatro ministros do STF já votaram no plenário virtual contra recurso de Lula

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
13/09/2018 às 19h18 Atualizada em 13/09/2018 às 19h18
Quatro ministros do STF já votaram no plenário virtual contra recurso de Lula
Foto: Reprodução

Na madrugada do dia 5 de abril, por seis votos a cinco, os ministros rejeitaram um pedido preventivo do petista, que foi preso naquela mesma semana, em 7 de abril. Lula cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro desde então, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

O julgamento no plenário virtual não é público e só pode ser acompanhado em tempo real pelos próprios gabinetes do STF. O Broadcast Político, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou que Edson Fachin, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli já votaram contra o recurso de Lula. O ministro Gilmar Mendes também deverá seguir os colegas, assim como o ministro Luís Roberto Barroso, formando assim maioria contra o recurso de Lula.

O recurso contra a decisão do plenário da Corte foi apresentado ao final de junho, nas vésperas do recesso judiciário. No pedido, a defesa do petista requeria que o processo fosse levado para julgamento no plenário físico ainda em agosto.

Os defensores do ex-presidente afirmam que o STF decidiu pela "possibilidade" da execução de pena após condenação em segundo grau, não sendo ela "automática".

Após ser condenado em primeira instância, Lula teve a condenação confirmada em segundo grau neste ano, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que elevou sua pena no caso do triplex do Guarujá (SP) para 12 anos e um mês.

 Votação

No plenário virtual, a análise do pedido é feita eletronicamente pelos 11 ministros da Corte. Como o acesso ao ambiente de julgamento é remoto, a apresentação dos votos pode ocorrer a qualquer momento dentro do prazo.

Se todos votarem antes da data final, o resultado já poderá ser conhecido previamente - mas isso só acontecerá quando o último dos ministros apresentar sua posição. Pelas regras, o relator, neste caso Fachin, foi o primeiro a apresentar o voto.

Agência Estado