A Cihdott é formado por uma equipe multidisciplinar composta por um médico diarista, cinco enfermeiros e assistentes sociais que trabalham 24 horas, em regime de plantão. Ela é responsável pela identificação dos possíveis doadores, acompanhamento das avaliações clínicas e entrevistas com familiares. O esforço conjunto dos profissionais resultou em um total de 910 órgãos e tecidos captados apenas no ano passado. Foram quatro pulmões, 22 corações, 80 fígados, dez pâncreas, 158 rins e 636 córneas. Segundo a enfermeira da Comissão, Liviane Paiva, os profissionais fazem, diariamente, uma busca pelos setores do hospital chamados de geradores de potenciais doadores. Os pacientes críticos, com risco de morte encefálica, são identificados. Em seguida, são feitos exames clínicos e neurológicos. Conforme a enfermeira, diante da suspeita, a Comissão já faz o acolhimento da família no hospital. Uma vez comprovada a morte encefálica, os parentes são convocados para uma entrevista e dado a oportunidade à família de fazer a doação. "É um trabalho extremamente gratificante conseguir que a família saia da situação de desespero e consiga deslumbrar a possibilidade de ajudar outra pessoa".
Diário do Nordeste