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Super El Niño pode provocar 451 mil mortes por calor extremo até fevereiro de 2027, diz estudo

Projeção do Climate Impact Lab coloca o Brasil entre os cinco países com maior número estimado de mortes associadas ao calor do fenômeno

24/09/2026 às 09h28
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Super El Niño pode estar associado a 451 mil mortes adicionais por calor extremo no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, segundo uma projeção do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago. O levantamento estima o excesso de mortalidade provocado pelas temperaturas acima do que seria esperado em condições climáticas consideradas normais.

No Brasil, a estimativa chega a 13,3 mil mortes adicionais, colocando o país entre os cinco com maior número projetado de óbitos relacionados ao calor. O levantamento considera apenas os efeitos das temperaturas extremas sobre a mortalidade e não inclui possíveis mortes decorrentes de outros impactos do fenômeno, como enchentes, secas e incêndios.

Os pesquisadores também calculam que o episódio pode produzir 44% mais dias de calor extremo do que seria esperado em um ano normal. A projeção, porém, não representa uma contagem de mortes já ocorridas nem significa que todos os óbitos estimados necessariamente acontecerão.

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Brasil aparece entre os países com maior impacto

O Brasil aparece na quinta posição entre os países com maior número estimado de mortes relacionadas ao calor provocado pelo fenômeno. À frente estão Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia. A projeção brasileira é de aproximadamente 13,3 mil mortes adicionais durante o período analisado. O relatório aponta que o impacto deve ser especialmente significativo durante o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Entre os estados brasileiros com estimativas destacadas no levantamento estão o Pará, com cerca de 2,3 mil mortes, o Maranhão, com 1,3 mil, e Amazonas e Bahia, com aproximadamente 1,2 mil cada. Esses números também são projeções e representam o excesso de mortalidade associado às temperaturas previstas.

Como os pesquisadores calcularam as mortes

Para chegar às estimativas, os pesquisadores analisaram a relação entre temperatura e mortalidade em 24.378 regiões do mundo, levando em consideração as condições climáticas locais, a vulnerabilidade das populações e a capacidade de adaptação de diferentes países e regiões. Os dados foram combinados com projeções climáticas para calcular o excesso de mortes associado às temperaturas do El Niño.

O resultado é apresentado como uma comparação entre o número de mortes esperado em condições normais e aquele estimado para o período sob influência do fenômeno. Dessa forma, os 451 mil casos representam mortes adicionais, e não o total de pessoas que morreriam no mundo por qualquer causa durante os meses analisados.

A projeção também não inclui todos os efeitos provocados pelo El Niño. Alterações nos padrões de chuva e temperatura podem favorecer diferentes eventos extremos, como secas, incêndios florestais e enchentes. Esses impactos ficam fora da estimativa específica de mortalidade por calor.

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