
A mãe de João Munhoz Neto, preso preventivamente durante a investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, foi exonerada de um cargo comissionado na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pelo secretário Mauro Albuquerque. Sara Regina Alexandre Munhoz ocupava o cargo de coordenadora e a exoneração tem efeitos retroativos a 22 de setembro.
O ato administrativo cita o artigo 63, inciso II, da Lei nº 9.826, de 1974, além de normas que delegam ao secretário da SAP competência para atos relacionados à estrutura da pasta. O documento, no entanto, não informa o motivo da exoneração nem apresenta qualquer justificativa adicional. Dessa forma, não é possível estabelecer, a partir da publicação oficial, uma relação direta entre a decisão administrativa e a investigação sobre a morte de Isabelle.
Sara passou a ser alvo de diligências durante a apuração do caso. No domingo (20), policiais localizaram a mãe de João em Cumbuco, em Caucaia, e cumpriram um mandado de busca e apreensão, recolhendo um celular e um tablet para análise. A Polícia Civil também solicitou medidas relacionadas a dados telefônicos e telemáticos de João e Sara, incluindo registros de comunicação, localização e mensagens que possam ajudar na reconstrução da cronologia dos acontecimentos.