
Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 416 incêndios em veículos no Ceará — aumento de quase 18% em relação ao mesmo período do ano passado, em que 353 ocorrências foram registradas. A maioria dos casos envolveu automóveis de combustão sem vítimas (62,9%). Pela primeira vez, neste ano, os atendimentos incluem ocorrências em veículos elétricos (0,4%).
De acordo com dados do Corpo de Bombeiros do Ceará (CBMCE), os incêndios em transporte coletivo subiram para 28,3%. Os casos estão mais descentralizados no Estado. Em 2025, 43,3% dos incêndios em veículos haviam sido em Fortaleza; neste ano, a porcentagem é de 31,7%. Sobral e Caucaia se destacam, com 7,4% e 5% do total, respectivamente.
Para a Major Sâmila Ribeiro, o aumento dos casos de incêndio em carros e motos está relacionado principalmente ao aumento do número de veículos circulando. A falta de manutenção preventiva é outro fator de risco que chama a atenção.
“Os proprietários não fazem as manutenções regulares que os fabricantes exigem. E, em muitos casos, deixam pra fazer em locais não credenciados, nessas oficinas de fundo de quintal”, afirma
Além da manutenção em dia, o motorista precisa estar alerta aos sinais que o próprio veículo pode apresentar. O superaquecimento do motor e o surgimento de fumaça sob o capô são os principais alertas de um princípio de incêndio.
Diante desses sinais, o condutor deve encostar e sair imediatamente do veículo. Em seguida, ligar para o Corpo de Bombeiros, por meio do número 193.
A quantidade de incêndios em 2026 foi maior aos domingos (com 71 ocorrências) e sextas-feiras (com 68), sendo o período noturno o de maior vulnerabilidade. O intervalo entre 18h e 20h59min concentrou 78 registros, contra 58 em 2025.
O levantamento feito pelo CBMCE ainda aponta que os incidentes de incêndio com vítimas cresceram de 3,6% para 4,1%.