
Cinco homens foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pela morte de uma vereadora assassinada em 21 de fevereiro de 2017, no distrito de Bom Nome, zona rural de Aiuaba, no interior do estado. Apresentada na quarta-feira (21 de outubro), a denúncia aponta possíveis conflitos familiares, políticos e econômicos como motivação do crime e atribui aos investigados diferentes funções na preparação e execução da ação.
O caso é conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Aiuaba. Segundo o Ministério Público, o homicídio teria sido planejado como retaliação pela morte de um integrante da família de dois dos denunciados.
A acusação descreve uma atuação que envolveria apoio logístico, acompanhamento da rotina da vítima, preparação prévia e condução do veículo utilizado no crime. O MPCE também aponta a possível participação de um dos denunciados na organização da ação criminosa.
A denúncia foi fundamentada em imagens de câmeras de videomonitoramento instaladas na região e em informações extraídas de aparelhos celulares apreendidos com os supostos envolvidos. O processo tramita em sigilo, o que restringe a divulgação de detalhes sobre as provas e outras informações da investigação.
De acordo com o Ministério Público, a morte da vereadora estaria ligada a uma sequência de conflitos que envolviam relações familiares, disputas políticas e questões econômicas. A hipótese apresentada pelos investigadores é de que o assassinato tenha sido uma retaliação à morte de um familiar de dois dos acusados.
A denúncia atribui aos cinco homens participação em diferentes etapas da ação. Um deles teria fornecido suporte logístico, com a colaboração de um familiar que também foi denunciado.
Outros dois homens teriam monitorado a rotina da vereadora e participado dos preparativos anteriores ao crime. Um quinto acusado é apontado como responsável por conduzir o veículo utilizado na ação.
O Ministério Público sustenta que a divisão de tarefas indica uma atuação coordenada entre os envolvidos. A acusação, contudo, deverá ser examinada no curso do processo judicial, e a responsabilidade criminal de cada denunciado depende da análise da Justiça.
O crime ocorreu em fevereiro de 2017, no distrito de Bom Nome, localizado na zona rural de Aiuaba. A denúncia apresentada em outubro de 2026 acrescenta uma nova etapa judicial ao caso, quase dez anos depois do assassinato.
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