Onde captar água para tratar e distribuir aos moradores das áreas urbanas? A maioria dos açudes e poços está secando. Dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hidrícos (Cogerh), 124 estão com volume abaixo dos 30%. A criticidade é tamanha que atividades simples, como lavar louça ou roupas, se tornam complicadas para famílias dos centros urbanos.

Segundo o superintendente da Cagece, Jacinto Leal, nas cidades em situação mais crítica, o órgão tem realizado ações em parceria com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e a Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra). Ele destacou a instalação de adutoras de montagem rápida, perfuração de poços ou abastecimento por carro-pipa como alternativas. No ano passado, mais de 850 poços foram perfurados.
O superintendente explica que, no período de contingência, a população chega a ficar sem água por até quatro dias. "Depende da cidade. Algumas recebem água dia sim, dia não. Outras, a cada dois dias e, em casos extremos, quatro dias. Ele ilustra que, em situações normais, a média de consumo por pessoa é de 150 litros/dia. Em emergência, cai para 30 l/dia.
Diário do Nordeste