O saldo negativo é resultante de 36,2 mil admissões e 40,9 mil demissões. Houve piora no comparativo com o desempenho obtido em fevereiro (-4,1 mil).
Os setores que mais registraram fechamento de postos de trabalho no terceiro mês deste ano foram a indústria de transformação (-1,5 mil) e a construção civil (1,3 mil).
Em todo o Brasil, foram eliminados 118.776 empregos celetistas em março, segundo dados do Caged. Essa foi a maior perda de vagas formais para meses de março em 25 anos. No mês passado, o país fechou 118.776 postos de trabalho com carteira assinada.
Nos últimos 12 meses, já foram suprimidas 1.853.076 milhões de vagas formais. Os números levam em conta a diferença entre demissões e contratações. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram. A exceção foi a administração pública, com 4,3 mil vagas a mais no mês.
Setores mais impactados
O comércio e a indústria de transformação fecharam o maior número de vagas, respectivamente, 41.978 e 24.856. Em terceiro lugar, vem a construção civil, com supressão de 24.184 vagas.
Os estados que mais fecharam postos de trabalho em fevereiro foram São Paulo (-32.616 vagas),Rio de Janeiro (-13.741) e Pernambuco (-11.383). Apenas quatro estados contrataram mais que demitiram: Rio Grande do Sul (4.803 vagas criadas), Goiás (3.331), Roraima (220) e Mato Grosso do Sul (187 postos criados).
Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.
Diário do Nordeste