A sessão solene do Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, na Assembleia Legislativa do Ceará, reuniu, na manhã de ontem, pesquisadores e gestores para pensar formas de combater o avanço da degradação do solo. As áreas que passam pela desertificação no Ceará estão concentradas no médio Jaguaribe, Sertão dos Inhamuns, Irauçuba e nas regiões do entorno. De acordo com Margareth Benício, a reversão da situação é bastante trabalhosa, mas possível.
“Pode ser revertido com política de manejo e conservação do solo. É o primeiro passo para não haver agravamento. Agora, as ações precisam ser urgentes”, avisa. É importante também que a seca dê uma trégua. “Se o processo de desertificação já estava muito avançado, é complicado reverter sem água das chuvas”, reforça.
O Castanhão está com 8,8% da capacidade. Os 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) estão com apenas 12% da capacidade. “Isso significa uma preocupação muito grande para diminuir o consumo da população”, avisa o secretário do Meio Ambiente (Sema), Artur Bruno, acrescentando que o Estado se compromete a, até o fim de junho, apresentar um plano de recomendações para o uso da água pelas famílias e pelas atividades econômicas.
O POVO Online