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Santa Quitéria é destaque em reportagem sobre cemitérios clandestinos

Santa Quitéria é destaque em reportagem sobre cemitérios clandestinos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
09/07/2016 às 16h13 Atualizada em 09/07/2016 às 16h13
Santa Quitéria é destaque em reportagem sobre cemitérios clandestinos
Foto: Reprodução
Levantamento da Secretaria da Saúde do Ceará, realizado de 2010 a 2011, constatou que de 1.792 locais de sepultamento no Estado, apenas 539, pouco mais de 30%, podem ser considerados em situação legal. Os óbitos não computados comprometem o Sistema de Informação sobre Moralidade (Sim) do Estado. Se aplicada a legislação do Código Penal e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), esse percentual certamente se reduz a quase zero.
A reportagem percorreu seis municípios (Amontada, Barroquinha, Crateús, Granja, Nova Russas e Santa Quitéria) para mostrar a situação desses cemitérios e constatou que o cenário é ainda mais grave.
Além da superlotação, comum a quase todos, outras irregularidades são patentes. Em Amontada, na Praia do Icaraí, espaço aberto que recebe enterros há um século é invadido pelo mar. Os corpos são deixados a qualquer hora. Não há controle nem vigilância dos enterros. Já a tradição de sepultar os "anjinhos" em covas rasas ainda perdura, como na comunidade Nova Betânia, em Santa Quitéria.
Por trás de cada campo clandestino, surge uma história que mescla martírio, misticismo, religião e crendice, o que torna o fechamento deles quase impossível. Prefeituras alegam essa questão e a falta de recursos para adotar providências cabíveis.

Confira a série de reportagens aqui.

Diário do Nordeste