Os atletas chegaram ao Hotel Slavieiro Guarulhos por volta das 6h20 da manhã do sábado (9), mas o voo para São Luís, no Maranhão, estava marcado apenas para 14 horas. Como a hospedagem não estava incluída, os jogadores se acomodaram pelo chão do salão de convenção do hotel.
O presidente do Icasa, França Bezerra, isenta o Verdão de qualquer responsabilidade nesse sentido: "Quem marca as passagens e o hotel é a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e não nós. Estávamos sabendo que não haveria hospedagem e por isso, conseguimos um espaço no hotel para os jogadores descansarem. Não houve nenhum problema, no mesmo voo temos dois conselheiros do Icasa, afora o diretor de futebol, então, quem fez a foto quis apenas ibope em cima do clube, que já passa por dificuldades. Os jogadores iriam ter de esperar era no aeroporto, nõs foi quem conseguimos café da manhã e almoço", justificou o dirigente.
As justificativas de França Bezerra não convenceram o presidente do Safece, Marcos Gaúcho. Depois de ouvir a versão de alguns jogadores, o presidente apontou negligência por parte da direção do Verdão do Cariri. "O jogador profissional é um trabalhador qualquer e ainda depende do seu físico. A logística da viagem foi mal feita pelo Icasa, pois a diária entraria depois do meio dia. Era para ter negociado com o hotel, pago uma taxa extra e acomodado os jogadores nos quartos e não deixá-los deitados pelo chão, largados. Isso é inteiramente de responsabilidade do Icasa. Compreendo que pela crise financeira, as companhias aéreas fazem escalas absurdas, mas dava para ter planejado tudo antes e acomodado melhor os jogadores. Por isso, vou denunciar no TJD (Tribunal de Justiça Desportiva), o Icasa por esse descaso com os seus jogadores e também notificar a CBF da grande falha que aconteceu nessa viagem dos atletas", disse.
Ivan Bezerra