Segundo ele, em 2015, a categoria recebeu cerca de 13% de aumento salarial. Neste ano, a reivindicação é de 12% de reajuste. Segundo Camilo, dentre as propostas já apresentadas pelo Governo do Estado, estão a implantação da lei que reformula o sistema de promoção dos docentes, reajuste de 4% e aumento de 5% na regência dos professores. A oferta, contudo, foi recusada.
"Já oferecemos 9% de aumento e eles não aceitaram porque estão transformando essa greve em uma politicagem por conta das eleições e eu não vou aceitar isso. Não vou permitir que isso prejudique o ano letivo dos alunos do ceara por essa intransigência de um grupo, uma minoria, que vai lá para a Assembleia, porque o próprio sindicato é contra a greve", alegou Camilo. "Se eles não voltarem, vou ter que ir à Justiça. Não posso ficar pagando salário das pessoas sem trabalhar", completou.
Conforme o gestor, diante do cenário econômico de crise no País, o Governo não tem condições de conceder o reajuste exigido pela categoria. "Vocês estão acompanhando a situação do Brasil. É realidade do país. Não posso dar um aumento desse tamanho para todos os servidores. Não posso ser irresponsável", destacou.
Retorno às atividades
Camilo afirmou que cerca de 82% das escolas já retornaram às atividades. Conforme ele, a greve continua afetando, principalmente, unidades da Capital e da Região Metropolitana, além da região de Crato e Juazeiro.
O governador destacou, ainda, que a paralisação foi considerada ilegal pela Justiça. "Desde o início a Justiça decretou a greve ilegal. Eles pagam multa de 3 mil reais por dia nessa greve. Não tem sentido", salientou.
Na última semana, o Sindicato dos Professores e Servidores em Educação do Estado do Ceará (Sindicato APEOC) informou que a direção da entidade está trabalhando para resolver o impasse entre a categoria e o Governo. Uma nova assembleia de docentes deve ser realizada no próximo dia 12 para debater se a paralisação terá continuidade.
Diário do Nordeste