Nos últimos quatro meses, os presidiários estavam livres nos corredores da unidade, sem ocupação das celas. Durante a ação, que durou cerca de 10 minutos e sem resistência, os detentos foram levados a uma aula da unidade, para que a outra parte receba as obras de reforma.
"Vamos realocar essas pessoas em uma ala da unidade até que a reforma seja feita e depois eles ocupem a parte reformada até que seja feita do outro lado. Então em torno de 120 dias para terminar essa reformar, que vai ser mais prolongada", afirma a juíza Luciana Teixeira de Sousa.
Durante as rebeliões, celas e outras dependência do presídio foram destruídos. A reforma dos presídios está avaliada em R$ 7,5 milhões, segundo o secretário da Justiça, Hélio Leitão.
Desde o início das retomadas, ações semelhantes já ocorreram em outras três prisões da Grande Fortaleza. "Essa intervenção já ocorreu na CPPl IV, na CPPL I, e na unidade conhecida como Carrapicho [em Caucaia]. A diferença é que nessa unidade a retomada está sendo feita exclusivamente por agentes do Ceará", afirma a promotora Joseana França.
As demais operações ocorreram em apoio com a Força Nacional, que foi deslocada para o Ceará no auge da crise do sistema penitenciário, há quatro meses.
As rebeliões registradas nos presídios cearenses ocorreram durante e após a greve dos agentes penitenciários. A motivação dos conflitos foi a suspensão das visitas nas unidades prisionais. De acordo com a Polícia Militar, os detentos quebraram cadeiras, grades, armários e queimaram colchões em diversos presídios.
G1 CE