Batizada de Fratello, a operação é realizada pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (MTFC), antiga Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF).
Segundo o MTFC, os mandados foram cumpridos na empresa proponente do projeto, na casa de um técnico do Banco do Nordeste (BNB) e outros três em nas residências de empresários.
Os detalhes da operação, como o nome do shopping e os nomes envolvidos nos mandados não foram divulgados. A reportagem entrou em contato com o Ministério e a Justiça Federal no Ceará, mas não obteve a resposta dos órgãos.
Os auditores do MTFC detectaram irregularidades como superfaturamento e existência de empresas de fachada, entre outras. Foram também constatadas modificações no projeto da obra financiada, o que levou o custo da operação de crédito original a mais do que dobrar.
Além disso, a auditoria verificou que a obra estava paralisada mesmo com a previsão de conclusão 2012, tendo ainda sido desembolsados cerca de R$ 12 milhões a mais do que o efetivamente executado, segundo o órgão.
Estão na lista de irregularidades encontradas:
- Superfaturamento de preços
- Pagamentos a empresas do mesmo grupo da empresa contratante da operação (sem a devida contraprestação dos serviços pagos)
- Pagamentos a empresas de fachada
- Utilização dos recursos do financiamento na execução de obras que não integravam o projeto
- Fragilidade no acompanhamento e no controle da operação de crédito
Os mandados foram expedidos pela 16ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará. As buscas são realizadas pelo MPF e a PF, com a presença de 4 auditores do MTFC.
Diário do Nordeste