Através de um áudio que vazou nesta quinta-feira, Denise Ribeiro teria proposto a um cliente de sua empresa utilizar dados de uma pesquisa eleitoral já realizada para validar uma nova enquete com o mesmo fim, isto é, medir a intenção de votos de eleitores em um Município do Interior, o que se configuraria em fraude.
Contudo, a dona da empresa nega esta informação. “No áudio, colocaram apenas um trecho da conversa que eu estava tendo com um cliente. Em momento algum, a nossa empresa trabalhou copiando pesquisas ou fazendo algo que não fosse da forma correta, dentro da metodologia. Para isso, temos um estatístico. O que eu estava querendo explicar para o cliente, é que ele estava querendo aproveitar uma pesquisa que já havia sido feita anteriormente. O que a gente ia aproveitar era a parte do perfil do entrevistado, no caso, o eleitor do município, e não da forma como foi expressado. Não foi passado a limpo, a pesquisa estava feita, a pesquisa estava pronta e foi feita dentro da metodologia legal. Na realidade, o que foi dito, foi distorcido”, explica Denise.
Dentro da lei
E continua: “Para quem entende desse trabalho, viu que eu estava dando uma explicação sobre como é feita uma pesquisa, como é feito este trabalho, de forma correta, dentro da metodologia, com os critérios exigidos pela Lei. Quem entende, ouviu que eu estava dando uma explicação sobre como é uma pesquisa para registro e outra comum, para estudo interno, que não tem necessidade de se colocar todos os critérios sobre o perfil do eleitor. E na realidade, no final, tivemos que mandar novamente ser feita a pesquisa de campo porque a quantidade de amostragens aumentou, a quantidade de entrevistas foi aumentada. Tivemos que fazer todo o campo novamente”.
Denise esclarece também que foi proprietária de uma empresa de confecções, a Maoma, e que, após três meses de sua criação, por várias razões, as atividades foram paradas. E por razões contábeis, foi feito um aditivo para a transformação na empresa Exacta e, depois, em Idhata. “Toda a documentação necessária para chegar até a Idhata estão lá no TSE. Em momento algum, a empresa omitiu qualquer informação ou documentação para seu funcionamento perante a Justiça. Resolvi fechar a Exacta porque eu não precisava ter duas empresas com a mesma atividade”.
“As empresas de pesquisas, em anos eleitorais, são muito visadas. A nossa empresa presta serviços públicos, não só de pesquisas políticas eleitorais, em anos eleitorais. A nossa empresa Idhata e também a anterior, Exacta, presta serviços de pesquisas de todos os tipos, como mercadológica, de opinião pública, de avaliação. Ou seja, todo tipo de pesquisa”.
Comissão
A empresária esclareceu ainda que, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, em 2012, a empresa foi chamada para dar explicações sobre seu funcionamento.
“Muitas empresas passaram pelo processo da CPI e foram absolvidas porque não encontraram nada de irregular ou ilegal. Passamos também pela Comissão e não houve nenhum problema que pudesse levar a empresa a ser condenada. Ocorreu um processo na Justiça que foi incorreto na sua tramitação, e recebemos da própria Justiça certidão de que tudo estava e está correto. O que existe são muitos boatos, porque as pessoas não buscam as informações corretas e espalham esses boatos que prejudicam a imagem da empresa e dos seus proprietários”, finaliza.
Ceará News 7