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Problemas em fiscalização fazem registros de trabalho escravo no Ceará despencarem

Problemas em fiscalização fazem registros de trabalho escravo no Ceará despencarem

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
30/01/2017 às 13h10 Atualizada em 30/01/2017 às 13h10
Problemas em fiscalização fazem registros de trabalho escravo no Ceará despencarem
Foto: Reprodução
O primeiro registro de trabalhadores libertados no Ceará foi em 2006, com 88 pessoas. O ano com maior incidência de libertações foi em 2008, quando foram salvos 192 pessoas de atividades em condições precárias como em lavoura, pecuária e corte de cana de açúcar. Em 2016, os casos registrados no Ceará foram contabilizados em Fortaleza. Um adolescente foi retirado de uma pousada na Praia de Iracema, enquanto outros dois jovens eram explorados em estabelecimentos comerciais no Centro da Capital.  
Segundo o presidente da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-CE) e coordenador Especial de Direitos Humanos do Ceará, Dimitri Cruz, os estudos ainda são precários devido ao baixo número de profissionais de fiscalização e a ausência de denúncias – por medo ou pela naturalização do trabalho escravo – estão entre os motivos que dificultam a identificação do quantitativo de cearenses que vivem nessa realidade. 

Perfil 
Conforme a SRTE/CE, o perfil dos trabalhadores salvos em condições de trabalho escravo são de jovens e adultos, na maioria de homens, com idades de 18 a 44 anos. Do total, 33% são analfabetos e 39% só chegaram a quarta série do ensino fundamental.  
A instituição seguirá em 2017 com uma série de intervenções para melhorar as fiscalizações. Conforme o superintendente Fábio Zech, o órgão estuda implementar o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho em Escravo no Ceará, além de aumentar o número de auditores fiscais, atualmente, com 2,4 mil para todo o país.

Diário do Nordeste