A quadrilha criava mulheres fictícias, supostamente falecidas, para gerar correspondentes viúvos, muitos deles também fictícios. Para isso, os criminosos utilizavam documentos falsos, principalmente de identificação pessoal e certidões de casamento e óbito, para, junto ao INSS, tornarem-se beneficiários de pensão por morte cujos valores eram próximos ao teto da Previdência Social, atualmente de R$ 5.531,31.
As investigações já ocorriam desde 2015 em Fortaleza e Região Metropolitana, além de Reriutaba e Santa Quitéria, esta última onde mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências e empresas.
Além disso, os mentores do esquema foram presos, sendo um empresário e um contador e outras três pessoas foram conduzidas coercitivamente. A Justiça determinou também que os investigados tivessem seus bens bloqueados, como forma de ressarcir o erário público.
Os presos ficarão à disposição da Justiça Federal, na Superintendência Regional de Polícia Federal no Estado do Ceará, e serão indiciados, conforme sua atuação no esquema, pelos crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa, falsificação de documento público, falsificação de documento particular e falsidade ideológica, com penas que variam de um a seis anos de reclusão.