O documento mostra um aumento dos casos notificados a partir da terceira semana do ano, registrando dois picos nas décima e na décima segunda semanas, com 27,8 e 30,7 casos por 100 mil habitantes, respectivamente. A partir da 14ª semana, houve uma redução nos casos, que pode estar associada à intensa circulação da Chikungunya.
É possível observar, ainda, que os casos confirmados estão distribuídos em todas as faixas etárias, mostrando uma concentração de 65,7% dos casos nas idades entre 15 e 49 anos. Além disso, 53,5% dos casos atingiram o sexo feminino.
Sobre a dispersão do vírus da dengue no Estado, nas primeira semanas do ano, os municípios de Alto Santo e Iracema tinham incidência dos casos confirmados acima de 300 por 100 mil habitantes. Já na 19ª semana, Alto Santo, Brejo Santo, Farias Brito, Iracema e Tabuleiro do Norte registraram as maiores incidências.
Casos graves e óbitos
Em 2017, até o dia 12 de maio, foram confirmados 49 casos de dengue com sinais de alarme (DCSA) ocorridos nos municípios de Alto Santo, Brejo Santo, Caucaia, Crato, Fortaleza, Piquet Carneiro, Russas e Tabuleiro do Norte.
Seis casos de dengue grave foram confirmados, destes, três foram a óbito, sendo um do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades de 51 e 71 anos (dois casos), ocorridos nos meses de janeiro, fevereiro e abril, residentes nos municípios de Fortaleza, Maracanaú e Tabuleiro do Norte.
Até a 19ª semana, a incidência de casos notificados para as três arboviroses (Dengue, Zika e Chikungunya) é de 844 casos por 100 mil habitantes, distribuídos em 96,1% (177/184) dos municípios, caracterizando um cenário epidêmico no Estado.