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Delações da JBS podem gerar novos inquéritos no Ceará e em mais 4 estados

Delações da JBS podem gerar novos inquéritos no Ceará e em mais 4 estados

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
20/05/2017 às 15h40 Atualizada em 20/05/2017 às 15h40
Delações da JBS podem gerar novos inquéritos no Ceará e em mais 4 estados
Foto: Reprodução
As instâncias da Justiça no Ceará, no DF e nos demais estados decidirão se serão abertos novos inquéritos com base nas informações dos executivos ligados a JBS em colaboração premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os executivos do grupo JBS citaram o ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), e o atual presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB), como receptores de propinas oriundas da empresa. Conforme a delação, os políticos cearenses receberam, respectivamente, R$ 20 milhões e R$ 5 milhões.

5 denúncias já viraram inquéritos
Algumas investigações foram abertas e viraram inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) antes mesmo da homologação das delações, já que exigiam medidas cautelares (gravações e interceptações telefônicas). Já estão sendo investigados:
  • presidente Michel Temer (PMDB)
  • senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG)
  • deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR)
  • procurador Angelo Goulart
  • advogado Willer Tomaz

O que ocorrerá com governadores, ministros, senadores e deputados citados
Delações que citam ministros de Estado, deputados e senadores - por terem foro privilegiado no STF, estão sob análise do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que não tem prazo para decidir o que fazer. Janot pode desde arquivar as citações, pedir abertura de novos inquéritos ou incluir os nomes em investigações em andamento.
Edson Fachin, ministro do STF e relator no âmbito da Lava-Jato, já autorizou Rodrigo Janot a incluir menções envolvendo governadores em procedimentos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância responsável por julgar os governadores.