No caso de bloqueio através de contato com as empresas, são necessários documento de identificação e endereço, além de outras informações de segurança. O número de série do aparelho também é solicitado. O delegado geral da Polícia Civil do Ceará, Everardo Lima, esclarece que, se o pedido for em alguma delegacia, o processo é mais rápido e feito junto ao registro do BO. “Só com o número de telefone já conseguimos o bloqueio, mas se tiver o número de série é melhor ainda”, afirma.
Os policiais civis informam ao DIP, que insere o aparelho no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (Cemi), da Anatel. O sistema centraliza para as operadoras os telefones roubados, furtados ou extraviados no País. Segundo o delegado geral, após o cadastro, o celular fica inutilizável e perde o valor de revenda. “Como é recente (o sistema), estamos aprimorando para que em todos os boletins de ocorrência já possamos bloquear”, diz.
Conforme a Federação Nacional de Seguros (FenSeg), entre 2015 e o ano passado, houve aumento de 106% de roubos e furtos de celular no Nordeste. O número corresponde somente aos celulares que tinham cadastro em seguradoras, já que a Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) não realiza balanço desse tipo de crime no Ceará. No Brasil, o número cresceu 64% no período.
O POVO Online