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Tasso não “descarta nem carta”ser vice de Serra

Tasso não “descarta nem carta”ser vice de Serra

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
27/02/2010 às 08h18 Atualizada em 27/02/2010 às 08h20
O senador Tasso Jereissati não descarta a
possibilidade de vir a ser o vice na chapa do tucano José Serra na
disputa pela presidência da República. O seu nome surgiu nos últimos
dias como opção por se constituir numa importante liderança nordestina
e, também, porque o governador mineiro, Aécio Neves, já descartou tal
possibilidade.

“Eu aprendi uma coisa em política: a gente não descarta nem carta,
porque, de repente, a coisa muda e a gente fica com a palavra lá
embaixo”, disse para o Blog o senador Tasso Jereissati. Ele adiantou
nunca ter conversado sobre essa opção com setores do PSDB, observando
que a expectativa no partido ainda é ter Aécio como vice. Tasso disse
também que seu desejo pessoal hoje é disputar a reeleição ao Senado. É
no Nordeste, Dilma Roussef, pré-candidata petista, registra melhores
indices de aceitação, segundo pesquisas.

Tasso, por sua vez, considera “improvável” que Aécio Neves venha a
ser o vice de Serra. “Eu acho difícil. Acho difícil. Não acho provável
porque ele está muito empenhado na questão dele lá de Minas Gerais e ele
acha que, nas circunstâncias, fica difícil fazer campanha pelo Brasil e
vai ter que ficar concentrado em Minas”. Aécio já admitiu postular o
Senado.

O senador tucano deixou claro que, quando ocorrer o fato de Aécio
definitivamente descartar, caberá ao partido estudar novas alternativas e
possibilidades de alianças. Mas ele deu uma cer

“O nosso candidato está definido: é o Serra (governador de São
Paulo). Já a vice é que não está definido, mas não tem nenhum candidato
com vice definido. Nem a Marina Silva (PV) está com nome definido. O que
falta é isso. Tasso adiantou que esse quadro deve estar resolvido e que
Será será anucniado candidato até o fim do mês.

O tucano lamentou que a campanha presidencial já tenha sido
antecipada e não poupou críticas ao governo federal, que tem a ministra
Dilma Roussef (PT) como postulante. “Não devia ser hora de campanha.
Acho que está se desrespeitando isso. É contra a lei, principalmente
quando isso é feito com a máquina pública”.

No Ceará, o senador afirmou que o quadro sucessório espera as
definições nacionais. “Aqui tem uma característica diferente dos outros
Estados, porque temos um cearense (Ciro Gomes) que pode vir a ser ou não
candidato a presidente da República”.

Indagado se a entrada de Ciro mudaria o quadro local tucano, observou
que não, porque o partido no Estado vai apoiar “sem menor dúvida” a
candidatura do PSDB”. E sobre algum tipo de acordo dos tucanos, que
apoiam o Governo Cid Gomes na Assembleia Legisaltiva, em termos de
sucessão, e a possibilidade de o PSDB lançar um candidato a governador,
Tasso reagiu: “Temos que ver o que vai acontecer.”