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Janot pede ao STF inclusão de Temer no inquérito do 'quadrilhão' do PMDB

Janot pede ao STF inclusão de Temer no inquérito do 'quadrilhão' do PMDB

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
03/08/2017 às 09h00 Atualizada em 03/08/2017 às 09h00
Janot pede ao STF inclusão de Temer no inquérito do 'quadrilhão' do PMDB
Foto: Reprodução
A reportagem procurou as assessorias da Presidência da República de Padilha e Moreira Franco para se manifestarem sobre o pedido de Janot e ainda aguarda resposta.
No caso de Temer, que já era alvo de inquérito no STF sob a suspeita de participação em organização criminosa, Janot esclareceu que "não se trata de uma nova investigação contra o presidente da República, mas de uma readequação daquela já autorizada no que concerne ao crime de organização criminosa". De acordo com o que foi pedido pela PGR, a outra linha de investigação que existe contra o presidente, pelo suposto crime de obstrução à investigação de organização criminosa, seguirá tramitando em um outro inquérito, separadamente.
"O avanço nas investigações demonstrou que a organização criminosa investigada no Inquérito 4.483 na verdade, ao que tudo indica, é mero desdobramento da atuação da organização criminosa objeto dos presentes autos. Por isso, no que tange a este crime específico (organização criminosa), mostra-se mais adequado e eficiente que a investigação seja feita no bojo destes autos do Inquérito 4.327 e não do Inquérito 4.483", disse Janot.
O inquérito do "quadrilhão" do PMDB possui atualmente 15 investigados, entre eles o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, o doleiro Lúcio Funaro, o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a ex-prefeita Solange Almeida e o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, um dos delatores da Operação Lava-Jato. Ele foi instaurado a partir do desmembramento do "inquérito-mãe" da Lava-Jato, por determinação do ministro Teori Zavascki, que atendeu a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e dividiu as investigações por partidos políticos.

Estadão Conteúdo