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Apicultor cearense relata cura das dores da chikungunya em tratamento com picadas de abelha

Apicultor cearense relata cura das dores da chikungunya em tratamento com picadas de abelha

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
04/09/2017 às 10h49 Atualizada em 04/09/2017 às 10h49
Apicultor cearense relata cura das dores da chikungunya em tratamento com picadas de abelha
Foto: Reprodução
Em meio a essa situação, o apicultor e marido de Tina, João Naldo, iniciou uma pesquisa pela internet para conhecer os benefícios do veneno da abelha. Segundo ele, a substância do inseto é um dos melhores anti-inflamatórios do mundo, e então ele percebeu que a apiterapia, tratamento que utiliza picadas de abelhas, poderia ser uma alternativa.
Até o momento, Tina Oliveira fez somente duas sessões e já sente as melhorias. O veneno é aplicado por Naldo nas regiões em que a manicure sente mais dores.
“A primeira sessão, que aconteceu no dia 14 de agosto, começou com 12 picadas. O inchaço diminuiu muito e não estou mais sentindo tanta dor como sentia antes. Ele aplicou no joelho e no pé”, relatou a manicure. A paciente ainda vai fazer mais duas sessões com um número médio de 12 picadas.
Segundo Tina, nas regiões onde são aplicadas o veneno da abelha, fica vermelho e pouco inchado. Além disso, relata que sofre uma sensação de febre durante as sessões.
“A temperatura baixa um pouco e fico sentindo um calafrio, mas não é uma febre”, detalhou os efeitos da sessão. Antes, as mãos, joelhos e pés eram os locais em que mais sentia dores. Por conta dos sintomas, Tina não podia fazer atividades comuns do dia a dia como vestir uma roupa, por exemplo.
“Na última vez que fui ao médico, estava muito inchada e sentia bastantes dores. O médico me disse que não podia me receitar mais nenhum medicamento porque havia tomado todos e as dores não diminuíram”, disse em entrevista ao Tribuna do Ceará.
No último mês de abril, Tina sofreu uma recaída da doença e contraiu também o zika vírus. “As dores ficaram ainda mais fortes”, informou.

Tribuna do Ceará