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CONTINUA A POLÊMICA PARA EMANCIPAÇÃO EM SANTA QUITÉRIA: Moradores apoiam Macaraú

CONTINUA A POLÊMICA PARA EMANCIPAÇÃO EM SANTA QUITÉRIA: Moradores apoiam Macaraú

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
23/07/2010 às 10h02 Atualizada em 23/07/2010 às 10h04
CONTINUA A POLÊMICA PARA EMANCIPAÇÃO EM SANTA QUITÉRIA: Moradores apoiam Macaraú
Foto: Reprodução


O Distrito de Macaraú, localizado no Município de Santa Quitéria, é um
dos que estão na lista para se emancipar. A disputa é com o Distrito
Lisieux que também quer se desmembrar de Santa Quitéria. Os dois terão
que entrar em consenso pela emancipação e escolha da sede para o novo
Município, como mostrou o Caderno Regional do Diário do Nordeste, edição do último domingo.
Se Lisieux tem suas potencialidades, Macaraú também tem!, desabafa o
comerciante José Eriberto Goes, que mantém, em pleno funcionamento, um
restaurante na praça da Igreja de Nossa Senhora Santana.

Ele
conta que morou por um bom tempo no Rio de Janeiro, e que voltou para
sua terra natal em 1992, atraído pela perspectiva de um novo progresso.
Hoje, quem movimenta seu estabelecimento são os operários que trabalham
na construção de uma rodovia, que dará um novo aspecto ao local. A
estrada ligará Macaraú a principal via de acesso, a CE 183, distante
aproximadamente 2km.

Além desta rodovia, o Distrito de Macaraú
está a todo vapor com novas obras. São avenidas, posto de combustível e,
futuramente, restauração da igreja principal, além da construção de
calçadas padronizadas, que serão ornamentadas com pedras portuguesas.

Apoio
dos moradores

Ao chegar na cidade, é
possível perceber a vontade dos moradores em ver o local emancipado. O
presidente da Associação de Emancipação do Distrito, Francisco Charles
Mesquita, conta que os dois distritos, juntamente com Malhada Grande e
Trapiá, tinham interesse em se desmembrar de Santa Quitéria e que uma
decisão já havia sido tomada: a de que Macaraú seria sede do novo
município.

Preferimos deixar que a população escolhesse. Se é
dela o direito de decidir pela emancipação, nada melhor que votar
também quem deve abrigar a sede do futuro município, disse Carlos
Melquíades, um dos líderes do movimento e dono de um balneário em
Macaraú.

A decisão de se tornar independente tem um motivo a
mais. Macaraú perdeu muito com a redução do número de vereadores, na
Câmara Municipal. Eu já fui vereador por 20 anos, vice-prefeito durante
quatro anos, e sei das dificuldades que é trazer investimento para um
distrito como Macaraú, disse Raimundo Nestor Farias, que reside no
local.

Enquanto cada morador tem uma história para contar sobre o
distrito, Carlos Melquíades fazia questão de enumerar os prédios e
serviços públicos existentes em Macaraú.

Obras

Temos
mercado público, fábrica de cerâmica e de confecção, colégio, posto de
saúde, dos Correios, e da Cagece; metalúrgica, salão paroquial e
creche, entre outros. Por último, está sendo realizada a construção de
um posto de combustível, contou Carlos Melquíades.

De acordo
com o historiador Raimundo Girão, pela Lei nº 4.750, de 26 de janeiro
de 1959, recebeu este distrito a categoria de Município, mas este não
logrou efeito em virtude de disposição da Lei nº 8.339, de 14 de
dezembro de 1965.

Administração

Após
este retorno a condição de distrito, passou a funcionar em Macaraú a
Subprefeitura, local onde eram tomadas as decisões políticas e
administrativas referentes ao distrito, que era o único do Município de
Santa Quitéria a ter este privilégio, de contar com a unidade
administrativa no local.

Esta subprefeitura funcionou entre os
anos de 1950 até o ano de 1979, tendo a frente da administração dez
subprefeitos. A subprefeitura teria direito a 15% do que era arrecadado
para ser diretamente aplicado em Macaraú, sem a intervenção de Santa
Quitéria.

Fonte: Santa Quitéria Notícias


Aqui pra nós:

A população do distrito de Trapiá já sinalizou que é contra se emancipar, pois independente de quem seja a sede os mesmos querem continuar em Santa Quitéria e esperar a hora certa para sua emancipação.

Segundo os moradores não tem nada contra a emancipação dos que estão ai pleiteando, mas acham que não estão preparados e nem devem entrar na disputa, principalmente por que foram colocados sem o consentimento de sua população, onde o distrito pode ter problemas para sua emancipação no futuro.