Quinta, 15 de Janeiro de 2026
22°C 32°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

PF descobre fraudes em 14 concursos públicos

PF descobre fraudes em 14 concursos públicos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
19/09/2017 às 07h00 Atualizada em 19/09/2017 às 07h00
PF descobre fraudes em 14 concursos públicos
Foto: Reprodução
A operação constatou que a rede de concursos públicos fraudados cobrava até R$ 70 mil por gabarito de prova. A PF suspeita que este foi o valor cobrado em um exame realizado para o Tribunal Regional do Trabalho em Maceió, em 2013.
Nesta segunda-feira (18), a PF cumpriu dois mandados de prisão temporária, quatro mandados de condução coercitiva e dez mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo, nas cidades de Campinas (SP) e Maceió. Os demais candidatos foram intimados para prestar esclarecimentos.
Em outubro do ano passado, a PF deflagrou a primeira etapa da operação, em Sorocaba (SP), para apurar uma fraude no concurso público do Tribunal Regional Federal da 3ª Região para os cargos de técnico e analista judiciário.
Na ocasião, foram indiciados nove membros da organização criminosa: o líder do grupo, o técnico responsável pelos equipamentos eletrônicos, quatro pessoas que desviavam as provas, e três que corrigiam as questões desviadas. Foram indiciados ainda doze candidatos que receberam as questões por meio de equipamentos de ponto eletrônico, e duas pessoas que também tiveram participação na fraude, embora não fossem membros da organização.
A Polícia Federal solicitou à Fundação Carlos Chagas informações acerca de outros certames que os indivíduos responsáveis por desviar as provas haviam se inscrito. Pediu ainda que a fundação fornecesse os gabaritos de respostas de todos os candidatos destes concursos suspeitos.
Os gabaritos foram então encaminhados à perícia, que constatou que a fraude havia sido consumada em 14 certames e que 47 candidatos haviam participado do crime. O sistema também encontrou indícios de cópia de respostas entre candidatos, comumente conhecida como “cola”, em outros 24 certames.
Os candidatos serão indiciados pelo crime de fraudes em certames de interesse público, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão, e pelo crime de associação criminosa, cuja pena varia de um a três anos de reclusão.
A Fundação Carlos Chagas foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou.

Agência Brasil