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Veja como atuava o grupo acusado de desviar milhões nas prefeituras cearenses

Veja como atuava o grupo acusado de desviar milhões nas prefeituras cearenses

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
25/09/2017 às 10h00 Atualizada em 25/09/2017 às 10h00
Veja como atuava o grupo acusado de desviar milhões nas prefeituras cearenses
Foto: Reprodução
Naquele local, os mesmos empresários venciam sempre as licitações da Prefeitura, em rodízio. As primeiras investigações apontaram, no entanto, que o grupo de empresas ligado aos mesmos nomes e sobrenomes não se resumia a um ou dois CNPJ’s, e sim a vários, a perder de vista.
Informações obtidas com exclusividade pelo O POVO dão conta que a cada novo indício, uma espécie de novelo ia revelando como se dava a maior organização criminosa de desvio de recurso público já descoberta na história do Ceará.
Com pouco mais de um ano de investigação, a Polícia Federal entrou na força-tarefa para revelar ainda mais detalhes de um grupo liderado por três irmãos e um cunhado que formalizou contratos fraudulentos com 171 municípios cearenses, em um intervalo de 15 anos, no valor que chegou a R$ 395 milhões até março de 2017.
Os irmãos José Glauco Lima de Freitas, Glaubo Lima de Freitas, Francisco Galba Lima de Freitas e o contador Antônio Jerrivan Filho lideraram o esquema criminoso que não tinha ideologia política, muito menos fronteiras territoriais. Além de agir em praticamente todo o Ceará, chegaram ao estado do Piauí e já se articulavam para chegar também ao Rio Grande do Norte e Maranhão.
Presos após a deflagração da Operação Fraternidade pela Polícia Federal no dia 13 de setembro — resultado de quatro anos de investigação —, o quarteto usava “laranjas”, funcionários das empresas, para criar novos CNPJ’s e expandir o negócio.
Em muitos casos, o convite era feito em troca de um salário mínimo ao funcionário para ceder o número do CPF e participar indiretamente do esquema.
A reportagem não localizou os responsáveis pela defesa dos acusados de liderar a organização criminosa.

O POVO Online