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Grupo preso em concurso para agente penitenciário planejava fraude em prova do Detran

Grupo preso em concurso para agente penitenciário planejava fraude em prova do Detran

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
03/10/2017 às 08h30 Atualizada em 03/10/2017 às 08h30
Grupo preso em concurso para agente penitenciário planejava fraude em prova do Detran
Foto: Reprodução
A operação, intitulada "Boa Fé", se iniciou há cerca de um mês através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas organizadas (Draco) e contou com o trabalho de inteligência da Controladoria Geral de Disciplina dos órgaos de Segurança Pública. De início, de acordo com o delegado Harley Alencar, as informações preliminares eram sobre um grupo que atuava em concursos municipais e estaduais realizados em território cearense. Entretanto, com o desdobramento das investigações, foi descoberto um segundo grupo, no qual pessoas de outros estados também estariam concorrendo a certames feitos aqui no Ceará.
Durante o concurso para agente penitenciário, três homens foram presos e apontados como gerenciadores do grupo e, além disso, 19 candidatos tiveram a tentativa de fraude frustrada. "Com essas prisões, nós conseguimos evitar que pessoas mal intencionadas assumissem um cargo tão importante", afirmou Harley Alencar.

Esquema
O Policial Militar Glaudemir Ribeiro do Nascimento, 35 anos, o PM Albanir Almeida Vasconcelos, de 32, e o guarda municipal de Fortaleza Aurélio Moraes da Silva foram apontados como os chefes do esquema. Ainda segundo a SSPDS, Glaudemir faria a prova e repassaria as respostas via mensagens para Aurélio e os outros envolvidos. Após a passagem das informações, os pontos eletrônicos seriam ligados para contar as respostas aos candidatos. 
Depois da aprovação no concurso, quando assumisse a vaga, a pessoa deveria pagar dez vezes o valor do salário ao grupo. Mesmo assim, uma quantia deveria ser antecipada a Glaudemir antes do certame.
Todos candidatos que participaram do esquema foram liberados após o pagamento da fiança, que custou R$ 5 mil a cada um, mas seguem respondendo ao processo.

Diário do Nordeste