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Operação apura fraude na compra de medicamentos pela Secretaria da Saúde do Estado

Operação apura fraude na compra de medicamentos pela Secretaria da Saúde do Estado

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
19/10/2017 às 11h39 Atualizada em 19/10/2017 às 13h52
Operação apura fraude na compra de medicamentos pela Secretaria da Saúde do Estado
Foto: Reprodução
A investigação realizada em conjunto pelo Ministério Público de Contas, pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), pelo Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc), ambos do MPCE, e pela Delegacia de Crimes Contra a Administração e Finanças Públicas (DCCAFP), da Polícia Civil, identificou irregularidades e crimes praticados entre 2015 e 2017.
De acordo com o MPCE, as aquisições dos produtos pela Sesa tiveram superfaturamento de preços, recebimento de materiais sem registro nos órgãos de vigilância sanitária, troca de materiais e pagamento de fornecedores antes da entrega da mercadoria. As empresas fornecedoras vendiam as mercadorias por valores abaixo do mercado e com qualidade inferior à contratada.
A servidora da Sesa Walécia Diana Gadelha Maia e o empresário Francisco Reginaldo Alencar Costa foram presos temporariamente nesta quinta (19), durante as diligências da 'Operação Medicar'.
Conforme a investigação, as práticas criminosas contaram com a anuência de servidores da Secretaria da Saúde, "os quais geriam esses contratos como se fossem verdadeiras 'cartas de crédito', por meio das quais demandavam outros produtos aos fornecedores e lançavam informações falsas nos sistemas de controle da Administração Pública", segundo o MPCE.
Algumas diligências ainda estão sendo realizadas pelo MPCE e Polícia Civil, com ajuda da Polícia Federal (PF), visando a prisão de outros investigados. Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informação, falsidade ideológica, fraude à licitação, entre outros que forem identificados.
O MPCE estima que as empresas investigadas receberam do Estado, entre 2015 e 2017, a quantia aproximada de R$ 48 milhões. A investigação aponta para a aquisição de material e medicamentos por diversas Prefeituras Municipais em condições semelhantes, o que será aprofundado nas próximas fases da Operação.
Em nota, a Sesa disse que "reafirma o compromisso com a transparência e informa que está colaborando com as investigações".

Diário do Nordeste