Entre a noite de segunda e a manhã desta terça, o Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e o Batalhão de Choque da Polícia Militar do Ceará (BPChoque) cercaram o presídio para evitar fugas e tentativas de resgate.
A rebelião foi controlada somente na manhã desta terça (31) com a entrada do GAP, após mais de 12h de revolta dos detentos, que começou após a descoberta de um túnel na segunda-feira (30).
Os agentes penitenciários encontraram três corpos carbonizados, que foram recolhidos pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e levados à Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) para serem identificados. O presídio concentra membros da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE).
A Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) afirmou que agentes penitenciários e PMs entraram no presídio para controlar o que chamou de "tumulto", mas não confirmou as mortes. "Atendimentos de pessoas feridas estão sendo realizados na própria unidade. A intervenção permanece para identificar os danos materiais e humanos", completou a nota emitida pela Pasta.
Diário do Nordeste