Quinta, 15 de Janeiro de 2026
22°C 32°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Presidente da Câmara de Saboeiro tem casa incendiada após denunciar corrupção

Presidente da Câmara de Saboeiro tem casa incendiada após denunciar corrupção

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
20/11/2017 às 15h18 Atualizada em 20/11/2017 às 15h18
Presidente da Câmara de Saboeiro tem casa incendiada após denunciar corrupção
Foto: Reprodução
Ainda durante o fim de semana, mas três locais foram alvos de atentados. As sedes da Prefeitura, da Câmara Municipal e a fazenda pertencente ao médico e deputado estadual Perboyre Diógenes.  Apesar da sequência de crimes, ninguém foi preso.
Os atentados registrados nas últimas 24 horas, dão sequência ao clima de tensão e violência em Saboeiro, onde o presidente da Câmara, Ernani Júnior, lidera junto aos demais vereadores um movimento com vistas ao afastamento definitivo da atual administração local, no caso, o prefeito de Saboeiro, José Gotardo Martins, e sua vice, Micheline Pinheiro de Carvalho.
Os desmandos e irregularidades na Prefeitura de Saboeiro levaram a Justiça a afastar, em julho último, oito servidores dos cargos diversos na Prefeitura, além do próprio prefeito. O pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual, que investiga um esquema milionário de corrupção na administração municipal. O rombo nos cofres públicos é estimado em R$ 5,4 milhões. A Justiça já bloqueou R$ 3,4 milhões em bens dos investigados.

Prefeito afastado
Com o afastamento de Gotardo Martins, a vice-prefeita assumiu o cargo. Contudo, o embate entre os componentes da Câmara Municipal, liderados por Ernani Júnior, e a vice-prefeita, continua. O coflito tem deixado a população em um clima de medo. Para piorar a situação, os servidores estariam com atrasos no pagamento de seus salários há cerca de cinco meses.
O esquema de corrupção investigado pelo MPE em Saboeiro, representado pelo promotor de Justiça Herbert Gonçalves, diz respeito a pagamentos de “mensalinhos” a servidores envolvidos no esquema criminoso, além da emissão de vales de combustíveis para amigos e familiares dos suspeitos.
Ainda segundo o promotor, há também a suspeita de emissão de vales de abastecimento de veículos da Prefeitura e depois sacá-los em dinheiro, configurando, conforme o MPE, crimes de falsidade documental, peculato, associação criminosa e usurpação de função pública.
Batizada de “Operação Avalanche”, a investigação já teve duas fases e nesta última, em julho, foi decretada a prisão do filho do então prefeito.

Fernando Ribeiro