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R$ 32 mi em multas foram aplicados no CE

R$ 32 mi em multas foram aplicados no CE

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
10/01/2018 às 12h30
R$ 32 mi em multas foram aplicados no CE
Foto: Reprodução
De acordo com o superintendente do Ibama-CE, Herbert Lobo, essa variação é atribuída à eficiência com os instrumentos de fiscalização. "Nós conseguimos gerar R$ 12 milhões a mais com menos autos de infração. Isso é reflexo do trabalho com mais inteligência e geoprocessamento para identificar as áreas com constante desmatamento", explica Herbert.
Geoprocessamento
Segundo ele, com a técnica de geoprocessamento, as equipes de fiscalização são mais assertivas, pois vão em lugares predefinidos, com histórico de desmatamento ilegal, ao invés de ficar sobrevoando o Estado em busca das ocorrências.
A diferença é, de fato, significativa. Em 2016, apenas 203 hectares de áreas embargadas por desmatamento e queima irregular foram registradas. Já em 2017 foram 1.500 hectares.
O superintendente reforça que, em todo o Ceará, os desmatamentos ocorrem por diversos motivos, como a produção de pasto, agricultura e empreendimentos imobiliários. Alguns impactos da queima irregular são a má qualidade do ar, escassez de água e mudanças climáticas, que afetam boa parte do Estado.
A apreensão de pescados também aumentou consideravelmente se comparados os anos de 2016 e 2017. No primeiro ano, apenas 918 kg de pescados (lagosta, peixe e caranguejo) foram apreendidos. Já no ano passado, 22.626 kg foram capturados, sendo 16.158 kg apenas de lagosta. O número é também resultado do trabalho de inteligência, apesar do desafio de fiscalizar sem um barco em alto mar.
A dificuldade deve cessar em breve, segundo Herbert. "Há algum tempo, o Ibama estava sem condições operacionais para realizar fiscalização no mar, mas estamos viabilizando um barco e até abril retornaremos com a fiscalização marinha", garante.
Atualmente, os animais são apreendidos ou no desembarque dos navios pesqueiros em cidades como Icapuí e Itarema, ou em frigoríficos e restaurantes que não tenham comprovação de origem dos produtos.
Animais silvestres
Em geral, de acordo com Herbert, a maior parte das apreensões no Ceará são de aves silvestres, principalmente na região Centro-sul do Estado e em Inhamuns. Em 2017, 3.170 animais silvestres foram apreendidos, dos quais mais de 90% são pássaros. "Temos um trabalho de inteligência que tenta identificar quais os principais traficantes de animais silvestres. Quase sempre essas pessoas são reincidentes, então constantemente o Ibama monitora a movimentação desses indivíduos", salienta.
As redes sociais também são uma ajuda em potencial, relata Herbert, já que muitos comerciantes colocam os animais à venda através das plataformas digitais. Para quem vende ou cria as aves, a multa mínima é de R$500,00 por pássaro, e o valor varia de acordo com a espécie e tipo de crime (venda, criação, indivíduo reincidente em crimes ambientais, entre outros aspectos). Além das aves, répteis e mamíferos também são apreendidos, ainda que em menor quantidade. 
DN