Enquanto Fortaleza apresenta proporção de 2 médicos por 1.000 habitantes, cidades vizinhas, como Caucaia e Maranguape, por exemplo, ficam abaixo da média preconizada pela OMS e possuem 0,81 e 0,90, respectivamente, médicos por 1.000 habitantes. Em outras regiões, municípios como Nova Russas (0,78), Pedra Branca (0,72) e Senador Pompeu (0,83) também não atingem os parâmetros do órgão mundial.
Dados do Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec) de janeiro deste ano apontam discrepâncias ainda mais acentuadas. Quando analisado o total de médicos registrados no Estado, incluindo aqueles que atuam na rede privada, apenas 3.141 estão lotados no Interior, enquanto 10.028 ficam na cidade de Fortaleza.
As diferenças entre os dois cenários são atribuídas pelo Cremec a fatores que vão desde os vínculos trabalhistas oferecidos a profissionais em municípios de pequeno porte à escassez de condições de trabalho e de qualidade de vida no Interior.
Diário do Nordeste