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Prefeitura de Joaquim Gomes, em Alagoas, proíbe hit ‘Que tiro foi esse’ no carnaval

Prefeitura de Joaquim Gomes, em Alagoas, proíbe hit ‘Que tiro foi esse’ no carnaval

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
02/02/2018 às 17h16 Atualizada em 02/02/2018 às 17h16
Prefeitura de Joaquim Gomes, em Alagoas, proíbe hit ‘Que tiro foi esse’ no carnaval
Foto: Reprodução

A medida foi tomada por questões de segurança, após solicitação da Polícia Militar durante uma reunião realizada nesta semana entre representantes da prefeitura, dos blocos de rua e de integrantes da 2º Cia. da PM.

“A música traz esse som de disparo de arma de fogo. O uso de armas de fogo é proibido pelo Estatuto do Desarmamento. Não se pode incentivar o uso de armas. A música também incentiva a violência contra a mulher. Todos os dias temos ocorrências com mulheres. A polícia tem a obrigação de proteger a população e evitar o incentivo à violência”, explicou o Capitão Queiroz, da 2ª CPM.

A prefeitura confirmou a proibição e disse que a medida busca proteger a população.

O hit da funkeira não é a única música proibida na cidade. Na última semana, o Ministério Público de Estado de Alagoas (MP-AL) expediu uma recomendação para que outras músicas também não sejam executadas nas festas de carnaval do município.

Por meio da Promotoria de Justiça de Joaquim Gomes, que inclui ainda o município de Flexeiras, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado entre as duas prefeituras, PM, Conselhos Tutelares e empresários responsáveis pelas festas para proibir músicas consideradas impróprias.

“A Prefeitura Municipal de Joaquim Gomes obriga-se a, nas atrações contratadas e/ou articuladas pelo Poder Público Municipal, orientar as bandas e atrações artísticas para que se abstenham de executar músicas com letras e/ou coreografias que façam apologia à violência, especialmente contra mulher ou tenham conteúdo sexual explícito”, diz trecho do TAC.

O promotor da cidade, Paulo Barbosa, acredita que a regulação do repertório musical é importante “porque as músicas que tocam hoje têm muitos conteúdos impróprios, que devem ser evitados principalmente em eventos com presença de jovens e crianças”.

O TAC estabelece uma multa no valor de R$ 2 mil, por evento, caso alguém descumpra o que foi acordado no documento. A fiscalização ficará por conta do MP e também, segundo Barbosa, as polícias Civil e Militar e dos demais órgãos que assinaram o termo.

G1