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Sem apoio necessário, reforma da Previdência tem votação adiada para 28 de fevereiro

Sem apoio necessário, reforma da Previdência tem votação adiada para 28 de fevereiro

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
07/02/2018 às 11h23 Atualizada em 07/02/2018 às 11h23
Sem apoio necessário, reforma da Previdência tem votação adiada para 28 de fevereiro
Foto: Reprodução
Aguinaldo anunciou o novo prazo de votação ao lado do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), que apresentou, nesta quarta-feira, 7, o texto final da reforma, sem grandes alterações, mantendo, basicamente, as mudanças negociadas com a base do governo em dezembro, mais especificamente, antes do recesso parlamentar.
Entre as mudanças estão a retirada dos trabalhadores rurais, dos idosos de baixa renda que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas) e a manutenção do tempo mínimo de contribuição em 15 anos. Maia citou também a pensão integral para famílias de policiais mortos em serviço, antecipada por ele na terça-feira. “Basicamente, é isto que está posto”, declarou Arthur Maia.
Ele destacou que outros pontos de pressão por mudanças, como integralidade (último salário da carreira) e paridade (mesmo reajuste dos ativos) para os servidores públicos que ingressaram antes de 2003 – sem exigência de idade mínima (de 65 anos, no caso de homens e 62 anos, mulheres) e permissão para acumular benefícios (aposentadoria e pensão) até o teto do INSS ficaram de fora do texto final porque não há garantia de que essas concessões vão facilitar a aprovação da reforma.
“Não adianta fazer concessões para quem está contra a reforma”, destacou Arthur Maia, acrescentando, porém que essas mudanças podem ocorrer durante a votação da reforma. O governo sinalizou que aceitaria essas mudanças em troca de votos, mas na reunião com líderes do governo na noite de terça-feira, o clima era de pessimismo, segundo interlocutores.

Com informações do Jornal O Globo