Conforme o levantamento, os modais que concentram os maiores usos - totalizando, juntos, cerca de 88% da demanda - são os ônibus, micro-ônibus, vans e kombis, meios pelos quais mais de 567 mil alunos chegam às escolas do Estado. As bicicletas, embarcações, carroças e trens, segundo aponta o Censo, ainda são responsáveis pelo traslado de 334 estudantes às instituições, parcela bem menor que os outros 77.603 transportados em "outros veículos", como os "paus de arara" - que levantam, muitas vezes, questionamentos sobre a segurança e as condições do transporte.
Além das deficiências no serviço que se tem, outro problema é a proporção oferta x demanda, uma conta que, muitas vezes, ainda não fecha. A necessidade do serviço de transporte público escolar, aliás, apesar de ser mais forte no Interior cearense, incide também sobre a Capital.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), a Prefeitura de Fortaleza disponibiliza 70 veículos, entre ônibus e micro-ônibus, para transportar cerca de 11.500 estudantes da rede pública, uma proporção média de 164 alunos por automóvel, divididos entre os turnos.
Diário do Nordeste