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Dilma acusa nova série da Netflix sobre Lava Jato de propagar notícias falsas

Dilma acusa nova série da Netflix sobre Lava Jato de propagar notícias falsas

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
26/03/2018 às 07h00 Atualizada em 26/03/2018 às 07h00
Dilma acusa nova série da Netflix sobre Lava Jato de propagar notícias falsas
Foto: Reprodução
"O cineasta não usa a liberdade artística para recriar um episódio da história nacional. Ele mente, distorce e falseia. Isso é mais do que desonestidade intelectual. É próprio de um pusilânime a serviço de uma versão que teme a verdade", acusa a ex-presidente em nota. Ela acrescenta que, ao produzir ficção sem avisar a opinião pública, a série tenta dissimular, inventa passagens da história e distorce fatos reais "ao seu bel prazer".
"O diretor inventa fatos. Não reproduz 'fake news'. Ele próprio tornou-se um criador de notícias falsas", afirma Dilma sobre Padilha, que também dirigiu "Tropa de Elite", uma das maiores bilheterias do cinema nacional.
Entre as distorções cometidas na produção, Dilma diz que a série atribui ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a frase sobre "estancar a sangria", dita, na realidade, pelo senador Romero Jucá, hoje presidente do MDB, numa conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em que o emedebista sugere um pacto para conter as investigações da Lava Jato.
A ex-presidente, diferentemente do que apresenta a série, nega ainda que fosse próxima do ex-diretor da Petrobras e delator da Lava Jato, Paulo Roberto da Costa, assim como afirma que o doleiro Alberto Youssef "jamais" participou de sua campanha de reeleição ou esteve na sede do comitê, como, segundo ela, mostra a série no primeiro capítulo.
"Sobre mim, o diretor de cinema usa as mesmas tintas de parte da imprensa brasileira para praticar assassinato de reputações, vertendo mentiras na série de TV, algumas que nem mesmo parte da grande mídia nacional teve coragem de insinuar", afirma Dilma.

Agência Estado