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Ataques a ônibus consomem R$ 3,6 milhões das empresas

Ataques a ônibus consomem R$ 3,6 milhões das empresas

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
26/03/2018 às 10h53 Atualizada em 26/03/2018 às 10h53
Ataques a ônibus consomem R$ 3,6 milhões das empresas
Foto: Reprodução
Para evitar perdas ainda maiores durante esta semana, o prefeito Roberto Cláudio implementou uma série de medidas para garantir o funcionamento normal do sistema de transporte coletivo de Fortaleza a partir de hoje.
O trajeto dos ônibus contará com escolta de viaturas da Polícia Militar e Guarda Municipal, além de aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), acompanhando o deslocamento de ônibus na Capital.
Integram as ações a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), entre outros. O POVO entrou em contato com Dimas Barreira, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), para tratar dos prejuízos à população e que medidas de segurança as empresas estão tomando diante de possíveis novos. Não houve retorno das ligações até o fechamento da edição.
Para o setor, os prejuízos financeiros não se limitam aos ataques. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) divulgou a Carta de Brasília. O documento aponta que o adiamento de reajustes tarifários e o descumprimento dos contratos de concessão acordados com prefeituras e estados agrava o desequilíbrio fiscal das companhias.
Das 1.800 existentes no Brasil, 30%, cerca de 600 firmas, enfrentam alto grau de endividamento e ausência de recursos em caixa para saldar obrigações contraídas. De 2014 a 2016, 10% das empresas teriam encerrado as atividades.
Segundo a entidade, promessas do Governo Federal que beneficiariam o setor não tiveram seguimento, como o Pacto Nacional pela Mobilidade Urbana, resultando na desistência dos projetos de melhoria da infraestrutura das cidades. Outro fator que contribuiu para o cenário, diz a NTU, foi o sucateamento de projetos de BRT e outros, resultando no que intitula de “desmonte de sistemas de transporte público”.
Algumas ações são propostas para que o setor retome o fôlego econômico, entre as quais estão o cumprimento dos contratos de concessão ou permissão, respeitando os direitos e deveres das duas partes; o financiamento de parte dos custos operacionais do transporte coletivo pelo transporte individual; a retomada dos investimentos na infraestrutura urbana e a priorização dos espaços urbanos destinados ao transporte coletivo.
A NTU calcula que as empresas transporte são responsáveis por uma frota de 107 mil veículos e transportam 34 milhões de passageiros diariamente nas cidades brasileiras. A geração de empregos é estimada em 500 mil.

O POVO Online