"O projeto é ambicioso e nós queremos que, a partir do ano que vem, nós cheguemos ao último ciclo, atingindo todos os municípios do Estado do Ceará, mas isso depende dos orçamentos. O que a gente acredita é que no próximo ciclo de dois ou três anos nós possamos finalizar esse processo", disse Adalberto Pessoa, presidente da Etice, durante o INOVAtic NE, realizado, ontem (26), em Fortaleza.
O evento é voltado para empresas do setor de Tecnologia da Informação e de Telecomunicações (TICs), e startups do mercado de ideias criativas. Segundo Pessoa, ainda faltam receber as redes de fibra ótica as cidades menores e mais carentes, em razão do maior custo para implantação da rede. "Mesmo assim, o projeto é para a gente atender 100% dos municípios cearenses", ele diz. Além do peso dos custos operacionais, outro desafio para a expansão da cobertura de banda larga é a captação de recursos para os investimentos. E, para contornar essas dificuldades, Pessoa diz que a Etice vem buscando parcerias com provedores locais para ampliar a oferta de serviços pela rede.
"O grande desafio é a busca de recursos voltados aos investimentos mas, além da questão da infraestrutura em si, precisamos povoar essa rede com serviços, que envolvem voz sobre IP (VoIP), sistemas de videomonitoramento, sistema de telemedicina, educação à distância, agregando valor e fazendo com que esse investimento tenha um cunho social", diz Pessoa. "Estamos fazendo um desenho que minimize esses investimentos e que gere uma relação ganha-ganha para o Estado, para a Etice e para os provedores".
Junto com o desenvolvimento da rede de banda larga do Estado, a Etice espera que essa gama de serviços estimule a atração de data centers para o Ceará, o que é potencializado por o Ceará ser um hub de telecomunicações do Brasil.
Diário do Nordeste