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'Não confio: André Costa questiona dados do Ministério Público sobre força de facção no Ceará

'Não confio: André Costa questiona dados do Ministério Público sobre força de facção no Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
08/06/2018 às 00h30 Atualizada em 08/06/2018 às 00h30
'Não confio: André Costa questiona dados do Ministério Público sobre força de facção no Ceará
Foto: Reprodução
“Eu não confio porque não confio na palavra de bandido. A fonte é bandido, mas quem confiar pode divulgar e dizer que confia naquilo ali”, criticou Costa. Os dados fornecidos pelo MPSP indicam que o Ceará é o terceiro estado do Brasil com mais integrantes da facção criminosa paulista, cerca de 2,5 mil pessoas. Em São Paulo, o número chega a 10,9 mil membros. No Paraná, a estimativa aponta para 2,8 mil faccionários do grupo. 
Ao todo, no Brasil, os criminosos têm mais de 30 mil aliados. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o total de “batizados” — como são chamados os integrantes da facção — aumentou seis vezes fora do estado de São Paulo nos últimos quatro anos. As investigações do MPSP apontaram ainda que o PCC teria faturamento estimado entre R$ 400 milhões e R$ 800 milhões. 

André Costa
O secretário da SSPDS reconheceu que o principal fator para aumento do número de homicídios no Ceará ao longo do ano passado e o início de 2018 foi o acirramento das disputas comerciais entre as facções. Contudo, para ele, o grupo criminoso paulista não está tão capilarizado como aponta o Ministério Público. “A fonte deles é a conversa de membros do PCC. Um membro não vai querer dar satisfação a alguém acima dele dizendo que o trabalho está sendo mal feito e está reduzindo o número de faccionários, não tem um IBGE lá”, disse.
André Costa disse ainda que o setor de Inteligência da Polícia Civil cearense tem o mesmo mapeamento, mas com números inferiores. “O nosso é bem mais firme, mas não divulgamos porque é algo trabalhado pela Inteligência, nem tudo precisa vir a público”, ponderou. 

MPSP
Questionada pelo O POVO Online sobre a fonte dos dados e os críticas feitas pelo secretário, a assessoria de imprensa do MPSP ressaltou que o trabalho de Inteligência é fundamental para que as autoridades da Segurança Pública e do sistema de Justiça possam se antecipar ao movimento dos grupos criminosos. “A atuação do MPSP nesta área é reconhecida nacionalmente. As demais observações não merecem nenhum tipo de comentário da nossa instituição”, informa em nota o órgão.

O POVO Online