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Com cadeias loteadas por facções, número de detentos mortos aumenta 400% no Ceará

Com cadeias loteadas por facções, número de detentos mortos aumenta 400% no Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
22/06/2018 às 14h25 Atualizada em 22/06/2018 às 14h25
Com cadeias loteadas por facções, número de detentos mortos aumenta 400% no Ceará
Foto: Reprodução
Os números estão postados na estatística da  Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), muito embora, não sejam computados pelo órgão como Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs), isto é homicídios.
De acordo com a estatística oficial, entre janeiro e junho do ano passado, seis assassinatos ocorreram dentro do Sistema Penal do Ceará (3 em janeiro, um em abril, um em maio e um em junho). Já em 2018, esse número saltou para 30 (14 em janeiro, um em fevereiro; quatro em março; dois em abril e dois em maio). Em junho, já são sete crimes registrados.
Das sete mortes de presidiários neste mês, três ocorreram em Casas de Privação Provisória da Liberdade (CPPLs) que fazem parte do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).  As outras quatro ocorreram em Fortaleza (no Centro Educacional Dom Aloísio Lorscheider) e nas cadeias públicas de Aracati e Crateús, além do mais recente caso (nesta quinta-feira), na Penitenciária Industrial Regional do Cariri (PIRC).

Fernando Ribeiro