“Aqui no Ceará, pelo amor de Deus, não votem em ninguém que começa com 15, nem senador, nem presidente, nem deputado federal, nem deputado estadual. Risquem o 15 da lista de vocês”, declarou. “Começou com 15, pode rebolar no mato, nenhum presta”, disse.
Entrevista à Coluna do Estadão, Lia reforçou as declarações dadas na quarta-feira (25).
Cid e Ciro Gomes, até 2014, eram aliados de Eunício Oliveira (MDB), principal liderança do 15 no Ceará. A aliança se desfez quando Cid indicou Camilo Santana (PT) como seu candidato à sucessão e não Eunício.
Dois anos depois da disputa, no entanto, com Eunício presidente do Senado, o governador do Estado e o emedebista retomaram parceria política. Nas eleições de 2018, o grupo dos Ferreira Gomes se deparou com um impasse: Camilo quer apoiar Eunício, mas Ciro tem sido opositor ferrenho da parceria.
Ainda assim, PT e PDT acordaram nos últimos dias que deixarão uma vaga livre na chapa do Senado. Não é cogitada aliança com Eunício, mas a ausência de um segundo candidato beneficia o presidente do Senado.
Em entrevista ao site A Voz de Santa Quitéria, no domingo (29), Cid evitou polemizar sobre as alianças.
“Já há uma decisão do partido do governador de lançar um candidato ao governo e um candidato do PDT ao Senado. O PDT tem a mesma disposição: coligar-se com PT, apoiar Camilo, indicar o vice na chapa do Camilo e indicar um candidato a senador do PDT”, disse o ex-governador.
Tribuna do Ceará