O presidenciável concedeu entrevista coletiva, na tarde de ontem, em um hotel na Avenida Beira-Mar, ao lado do embaixador do Partido Novo, o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho, do presidente da legenda no Ceará, Jerônimo Ivo, e do empresário Geraldo Luciano, além dos seis candidatos a deputado federal da sigla no Estado. À noite, ele participou de coquetel e proferiu palestra no Centro Universitário Estácio do Ceará, no bairro Água Fria. Em seguida, esteve em um jantar de adesão do Novo, em restaurante no bairro Meireles.
João Amoêdo sustentou que privatizações e terceirizações são mecanismos geradores de empregos, e opinou que "o grande problema da pobreza" é "a interferência do Estado brasileiro", que é "um grande concentrador de renda" e dificulta "que as pessoas consigam empreender" e "ter o seu trabalho".
Ao comentar sobre como se daria a atuação de um Estado menor em uma Região pobre como o Nordeste, o candidato ressaltou que, se eleito, o Governo Federal atuará "nas áreas essenciais", mas disse discordar da "ideia de que, se você tem um lugar com menos renda, o Estado deve atuar mais". "Quando você vê os países do mundo que têm maior renda, melhor qualidade de vida, são justamente aqueles onde o Estado é menor".
O presidenciável pregou, porém, que, para o desenvolvimento do Nordeste, o Estado deve implementar medidas de valorização do empreendedorismo e de formação de mão-de-obra - gargalo citado por ele como uma "desvantagem competitiva" da Região -, além de investir em capacidade de geração de energia eólica e solar e, ainda, em segurança e infraestrutura, para incentivar o turismo.
Diário do Nordeste