O ministro Raul Jungmann (Segurança Publica) afirmou que Bolsonaro foi alertado sobre os procedimentos que deveria adotar. Entre eles, foi pedido que ele evitasse ser erguido por multidões em eventos, como vinha acontecendo nas chegadas do candidatos em aeroportos, durante suas viagens de campanha.
“O problema é quando se vai para uma situação de risco reiterada sobre a qual a segurança diz que não dá para fazer segurança nessas condições”, disse.
Nenhuma hipótese para o crime é descartada, incluindo a possibilidade de crime político. Segundo Jungmann, no momento, 3 suspeitos de cometer o crime estão sendo investigados. “Existem outros [suspeitos] que estariam envolvidos, mas que não se tem a comprovação tática, não se tem provas”, disse.
Durante o desfile de 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Jungmann foi quem mais conversou com o presidente Michel Temer. O ministro disse ter detalhado ao presidente os procedimentos de transferência de Bolsonaro para São Paulo e sobre a evolução das investigações. “A recomendação dele foi dizer que quer apuração rigorosa e para que se reforce a segurança dos candidatos”, disse.
Após o incidente com o deputado federal, as equipes de todos os 13 candidatos ao Planalto serão convocadas para uma reunião neste sábado (8.set.2018), em Brasília, na diretoria geral da PF.
O efetivo de segurança disponível aos candidatos será aumentado em 60%. Até o momento, 5 candidatos solicitaram o apoio da Polícia Federal. Caso novos candidatos também solicitem, a PF analisará o efetivo disponível para cada 1 a partir de uma análise de risco individual.
Poder 360