Guilherme Boulos falou da “grave escalada de ódio e violência” e lembrou de novo dos tiros contra a caravana lulista, o assassinato de Marielle Franco, o atentado contra Jair Bolsonaro. “As pessoas perderam a capacidade de se colocar no lugar das outras.”
Marina também relembrou casos de violência, como o ataque a Bolsonaro e o assassinato de Marielle. Disse que entrou na campanha para oferecer a outra face. “Para a face da violência, precisamos oferecer a tolerância”, afirmou. E conclamou uma união das mulheres contra a violência e o ódio. Alckmin também destacou a necessidade de pacificação.
Antes do início do debate “em gesto de solidariedade a Jair Bolsonaro”, do PSL, os outros candidatos revogaram a regra do púlpito vazio. Outra ausência foi do candidato do PT, que que Lula está proibido pela Justiça de se apresentar como presidenciável, e seu partido, ainda não apontou seu substituto. Cabo Daciolo (Patri) avisou que estaria jejuando no Monte das Oliveiras e por isso não poderia ir ao confronto entre presidenciáveis.
Fim do debate
Álvaro Dias diz que não é vidente para saber se o atentado pode ajudar Bolsonaro. “Não sou Carlinhos Vidente, não posso fazer nenhuma afirmação sobre o futuro”, disse ao ser questionado se acha que a comoção pública que se seguiu ao atentado contra Bolsonaro pode ajudá-lo a chegar com facilidade no segundo turno.
Dias disse torcer para que a ausência de Bolsonaro, hospitalizado, em eventos desse tipo seja um “ponto fora da curva” neste ciclo eleitoral.
Já Ciro Gomes disse esperar que Bolsonaro se recupere e volte logo aos confrontos entre presidenciáveis, mas frisou: ele “não acrescenta muita coisa, a não ser ódio, sectarismo” a esse tipo de duelo.
Ele foi o mais popular da noite na arena virtual – chegou a fazer uma dancinha, num dos intervalos do evento, comemorando o recorde de citações no Twitter.