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Ministro do TSE determina exclusão de publicações com expressão 'kit gay' usadas por Bolsonaro

Ministro do TSE determina exclusão de publicações com expressão 'kit gay' usadas por Bolsonaro

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
16/10/2018 às 09h30 Atualizada em 16/10/2018 às 09h30
Ministro do TSE determina exclusão de publicações com expressão 'kit gay' usadas por Bolsonaro
Foto: Reprodução

Ele atendeu a um pedido da defesa de Haddad, que alega que a informação é sabidamente inverídica. 

De acordo com o ministro, "os conteúdos vinculados as URLs (...) expressamente vinculam o livro 'Aparelho Sexual e Cia.' ao projeto 'Escola sem Homofobia' ou aos programas de livros didáticos do Ministério da Educação, o que - como antes destacado - não é corroborado pelas informações oficiais, ensejando, portanto, sua remoção".

Haddad contestou na justiça a repetida acusação de Bolsonaro de que ele, quando ministro da Educação, distribuiu o "kit gay", em referência ao livro "Aparelho Sexual e Cia".

Os advogados Eugênio Aragão e Angelo Ferraro, que defendem o petista, pediram ao TSE a retirada de 36 links da internet. 

Segundo eles, houve divulgação nas redes sociais de publicações que afirmam que o livro teria sido distribuído em escolas públicas, causando prejuízo para Haddad "não só no âmbito eleitoral, mas também a sua honra pessoal, ao difundirem informações inverídicas, difamatórias e injuriantes (fake news)".

Horbach ressaltou que o projeto "Escola sem Homofobia" não chegou a ser executado pelo Ministério da Educação, "do que se conclui que não ensejou, de fato, a distribuição do material didático a ele relacionado". 

"Assim, a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC (...) gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político, o que recomenda a remoção dos conteúdos com tal teor", escreveu Horbach.

Por entender que se tratava de fake news, o ministro Sergio Banhos, do TSE, proibiu mais cedo a campanha de Haddad de veicular propaganda na qual diz que Bolsonaro votou contra Lei Brasileira de Inclusão.

O ministro determinou ainda que Facebook e Google apresentem em 48 horas a identificação do numero de IP da conexão utilizada no cadastro inicial dos perfis responsáveis pelas postagens e os dados cadastrais dos responsáveis.

Nesta segunda, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, fez uma reunião com ministros da corte, outra com os presidentes dos tribunais regionais eleitorais e outra com o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública), entre outras autoridades, para tratar sobre a proliferação de fake news nas eleições. 

A iniciativa ocorre depois de o TSE ter sido inúmeras vezes criticado por eleitores, que levantaram suspeitas sobre a segurança da urna eletrônica durante a votação do primeiro turno, em 7 de outubro. 

Diário do Nordeste